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Cotidiano de uma Grande Família | ||||||||||||||||||
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Dívidas Cobrando uma dívida
Certo dia eu estava na sala de espera de um consultório médico, quando nela adentrou um homem alto, comunicativo e muito simpático. Eu não o conhecia pessoalmente, mas já tivera oportunidade de ler alguns textos seus, que eram constantemente publicados num jornal local. Conversei com ele sobre o assunto, e disse que tinha aproveitado alguns de seus artigos, para trabalhar em sala de aula com meus alunos. Ele me agradeceu e ficou de enviar novos textos para o meu e-mail. Pois bem, hoje, coincidentemente, ele parou em frente a minha casa, para fazer um pagamento financeiro a um vizinho meu. Em alto e bom tom, ele falou que tinha vindo fazer o pagamento, pois ele não tinha vocação para caloteiro e nem poderia sê-lo, pois conhecido como é na cidade, não poderia se esconder de seus credores. Aproveitei a deixa, me aproximei dele, cumprimentei-o e disse: Já que você não gosta de dever nada a ninguém, eu vim lhe cobrar! Ele espantou-se e perguntou: - Eu estou lhe devendo alguma coisa? O quê? Fiz ele relembrar da promessa feita naquela sala de espera do consultório médico. Ele bateu na testa e disse: Ah, sim a professora! Anotou meu endereço eletrônico novamente e disse que enviaria o último texto dele : Mamãe e papai ruim. Escrito por Zany às 09h59 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] O pagamento MAMÃE E PAPAI RUIM ( Bruno Cei:.) Agradeço a Deus pelos meus Pais. Meu Pai sempre foi muito exigente, o meu melhor professor, sempre me mostrou como é a realidade da vida. A maior dificuldade dos nossos dias é entendermos como a vida funciona e conseguirmos vencer os obstáculos sem perder os nossos valores morais. Podemos dizer que hoje vivemos uma verdadeira guerra, onde a melhor trincheira é o apego a nossa família. Afinal a família é a primeira e única instituição onde podemos encontrar o perdão e o verdadeiro amor. Minha Mãe sempre foi à legítima representante do amor materno, sempre foi o maior ombro onde pude chorar, olha que ela tem apenas 1,60 m e o seu filho mais baixo tem 1,89 m; ficava sentado para poder levar uma bronca e ainda me chama de “meu filhinho” isto com os meus 2,04 de altura e só atravesso a rua quando ela segura a minha mão e me ajuda a atravessar. Agradeço a Deus pelo descanso dado ao meu Pai. Recentemente li uma reportagem referente à morte de duas meninas uma de 16 anos e a outra com 13 anos, ocorrida em uma cidade de praia no Nordeste. Depois de 13 dias desaparecidas, as Mães revelaram desconhecer os proprietários da casa, onde as filhas tinham ido curtir o fim de semana. A tragédia abalou a opinião pública e o crime permaneceu sem respostas. Vale a pena ler e refletir até onde pode ir à liberdade de um adolescente. Um dia quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os Pais e Mães, eu hei de dizer-lhes: Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão. Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia. Eu os amei o suficiente para fazê-los pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: “Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar”. Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, 2 horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos. Eu os amei o suficiente para deixá-los ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos. Eu os amei o suficiente para deixá-los assumir a responsabilidade das suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração. Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas. Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também! Escrito por Zany às 09h57 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] ( continuação) MAMÃE E PAPAI RUIM E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os Pais e as Mães, quando eles lhes perguntarem se sua Mãe era má, meus filhos vão lhes dizer: “Sim, nossa Mãe era má. Era a Mãe mais má do mundo...”. As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas. As outras crianças bebiam refrigerantes e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne legumes e frutas. E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras Mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão. Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora, éramos obrigados a dizer para onde estávamos indo. Era quase uma prisão. Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles. Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela “violava as leis do trabalho infantil”. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruéis. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer. Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade. E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler nossos pensamentos. A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos, tinham de subir, bater à porta, para ela os conhecer. Enquanto todos podiam voltar tarde à noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar). Por causa de nossa Mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência. Nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime. FOI TUDO POR CAUSA DELA. Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos “PAIS MAUS”, como meu Pai e minha Mãe foi. EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE: NÃO HÁ SUFICIENTES PAIS E MÃES MÁS. Bruno Cei - Administrador, Comentarista Esportivo. E.mail.: brunoscei@yahoo.com.brEscrito por Zany às 09h55 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] Debandada Debandada geral Aproveitando a trégua da chuva e o período de férias escolares, hoje aconteceu verdadeira debandada dos integrantes da Grande Família, rumo ao município de Porto Grande. Pela manhã, foram o mano Rinaldo, a cunhada Maura e as sobrinhas Bruna e Gabriele. No final da tarde, foi a vez do mano Ricardo, as filhas dele Riane e Ruana, e mais a sobrinha Betânia.E agora à noite, seguiu outra turma: os sobrinhos Eduardo e Nilo; Eveline (namorada do Edu), e mais um casal de amigos, Ramon e Silvia. Amanhã de manhã, será a vez do Ferro e da Bia seguirem viagem, momento em que o Ferro aproveitará para visitar o irmão dele Everaldo Vasconcelos, que mora há muitos anos no Porto Grande. Por aqui, ficaremos nós (eu e Miguel) tomando conta da casa e do casal Lulú e Mundinha. Oxalá, todos eles tenham um final de semana excelente e relaxante. Escrito por Zany às 11h23 [ ] [ envie esta mensagem ] [ link ] |
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